ANÁLISE DE FALHAS EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Muitas falhas mecânicas não surgem de forma completamente inesperada. Antes da parada, o equipamento pode apresentar alterações em seu comportamento.
Aumento de temperatura, ruídos diferentes, vibrações, perda de velocidade ou força, vazamentos, aumento de consumo e mudanças no desempenho são exemplos de sinais que merecem atenção.
Em máquinas modernas, alarmes, códigos de falha e informações dos sistemas eletrônicos também podem fornecer dados importantes.
Mas existe uma diferença fundamental entre perceber um sintoma e diagnosticar sua causa.
Observar não é diagnosticar
Uma escavadeira lenta, por exemplo, não significa necessariamente que exista uma bomba hidráulica com defeito.
A deficiência pode estar relacionada ao motor diesel, regulagens, válvulas, comandos, restrições, sensores, controladores ou outras condições do sistema.
Substituir componentes apenas com base no sintoma pode aumentar o custo da manutenção sem eliminar a verdadeira causa.
Por isso, antes de decidir o reparo, algumas perguntas são importantes:
Quando o problema começou?
A alteração ocorreu de forma repentina ou progressiva?
Existe relação com alguma manutenção anterior?
O sintoma ocorre continuamente ou apenas em determinadas condições de trabalho?
O histórico da máquina, associado a medições, inspeções e conhecimento técnico, ajuda a transformar uma percepção operacional em uma investigação objetiva.
A máquina pode avisar que alguma coisa está mudando. Saber interpretar corretamente esse aviso é o que separa a observação do diagnóstico.
Em resumo: a máquina pode apresentar sinais de que alguma condição está mudando, mas perceber um sintoma não significa conhecer sua causa. O diagnóstico exige interpretar esses sinais com histórico, medições, inspeções e conhecimento do funcionamento do equipamento.
