ANÁLISE DE FALHAS EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Quando uma máquina alugada quebra durante a operação, surge rapidamente uma discussão: o equipamento apresentava uma condição anterior ou a falha foi provocada durante sua utilização pelo cliente?

A simples posse da máquina no momento da ocorrência não responde a essa pergunta.

Considere a ruptura de um componente do equipamento de trabalho de uma escavadeira — lança, braço, caçamba ou respectivas articulações.

A locadora pode suspeitar de sobrecarga ou utilização inadequada. O cliente pode entender que existiam desgaste, trincas anteriores, reparos ou condições de manutenção que contribuíram para a quebra.

As duas versões precisam ser confrontadas com evidências.

A causa precisa ser reconstruída

Horas de utilização, histórico de manutenção, inspeções anteriores, capacidade do equipamento, aplicação realizada, condições do terreno, implementos utilizados, registros operacionais e características da própria fratura podem ajudar a compreender como o dano se desenvolveu.

Uma ruptura progressiva por fadiga, por exemplo, apresenta uma história técnica diferente de uma deformação ou fratura associada a um evento específico.

O contrato também é importante, pois pode estabelecer limites de utilização, responsabilidades de manutenção, inspeções e obrigações das partes.

Mas interpretar essas obrigações exige primeiro compreender o fato técnico ao qual serão aplicadas.

Nem toda quebra em uma máquina alugada decorre da operação. Da mesma forma, nem toda falha deve ser atribuída à condição anterior do equipamento.

Saber quem estava utilizando a máquina quando ela quebrou é apenas uma informação. Determinar por que ela quebrou exige investigação.

Em resumo: em equipamentos alugados, responsabilidade não deve ser presumida apenas pela posse da máquina no momento da quebra. Histórico, aplicação, condições do equipamento, evidências da falha e contrato precisam ser analisados em conjunto.