ANÁLISE DE FALHAS EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

“Pela minha experiência, foi isso que aconteceu.” A experiência profissional pode ser extremamente valiosa, mas uma conclusão técnica precisa ir além da convicção de quem realizou a análise.

Quando uma investigação aponta a causa de uma falha, deve ser possível demonstrar o caminho que levou àquela conclusão.

Quais fatos foram observados?

Quais hipóteses foram consideradas?

Que evidências sustentam a explicação apresentada?

Por que outras possibilidades foram descartadas?

A conclusão deve poder ser verificada

Considere a ruptura do braço de uma escavadeira.

A simples afirmação de que ocorreu sobrecarga, fadiga ou deficiência de material não é suficiente para explicar tecnicamente o evento.

Características da fratura, deformações, soldas anteriores, condições de utilização, geometria, histórico do equipamento e outras evidências podem ser necessárias para sustentar ou afastar cada hipótese.

Uma boa conclusão permite que outro profissional compreenda o raciocínio desenvolvido, examine os elementos utilizados e identifique os limites da análise.

Isso se torna ainda mais importante quando o trabalho técnico será utilizado para uma decisão empresarial, discussão de garantia, negociação, perícia ou solução de um conflito.

Também é possível que as evidências disponíveis não permitam determinar uma causa única com segurança.

Nesse caso, reconhecer tecnicamente essa limitação é mais consistente do que apresentar certeza onde os fatos não permitem.

A força de uma conclusão técnica não está apenas na experiência de quem a apresenta, mas na possibilidade de demonstrar por que as evidências conduzem até ela.

Em resumo: uma conclusão confiável deve apresentar um caminho compreensível entre fatos, hipóteses, evidências e causa. Quanto mais importante a decisão que depender da análise, maior a necessidade de esse caminho poder ser demonstrado.