ANÁLISE DE FALHAS EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Quando uma máquina é desmontada e uma peça ou um componente aparece danificado, é natural concentrar imediatamente a investigação naquele ponto. Mas o local onde o dano apareceu não é necessariamente o local onde a falha começou.
Considere uma engrenagem fraturada dentro de um conjunto mecânico ou uma transmissão que apresenta danos internos.
A primeira hipótese pode ser uma deficiência na própria peça ou no componente. Essa possibilidade deve ser investigada, mas existem outras.
Desalinhamento, folgas inadequadas, deficiência de lubrificação, contaminação, problemas em componentes relacionados, montagem, regulagens, deformações ou condições de operação podem produzir esforços ou condições capazes de provocar o dano encontrado.
O componente danificado também pode ser consequência
Uma falha iniciada em outro ponto da máquina pode alterar cargas, pressões, temperaturas, posições ou condições de funcionamento de todo o sistema.
Nesse cenário, a peça ou o componente encontrado danificado pode ser apenas o local onde as consequências do problema se tornaram mais evidentes.
O mesmo raciocínio vale para diferentes tecnologias.
Uma bomba hidráulica danificada pode ter trabalhado com óleo contaminado ou alimentação inadequada. Um cilindro pode sofrer esforços externos. Uma transmissão pode receber condições anormais provenientes de outro sistema. Um sensor pode apenas registrar uma condição originada em outro ponto da máquina.
Por isso, a investigação deve observar não apenas aquilo que quebrou, mas também o sistema ao qual esse elemento pertence e a sequência de acontecimentos que antecedeu o dano.
Encontrar o componente danificado é descobrir onde o problema apareceu. Investigar a falha é descobrir onde e por que ele começou.
Em resumo: uma peça ou um componente danificado não identifica automaticamente a causa da falha. É necessário analisar sua relação com os demais sistemas e reconstruir a cadeia de causa e efeito que levou ao dano.
